Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

O que é um Champagne.

Final do Ano é sinônimo de Champagne!  E no embalo desse espírito festivo o Sampa Vinhos foi consultar um especialista no assunto para desvendar os mistérios que existem por trás das "borbulhas".  Segundo Oliver, Sommelier da Le Cave Jado na França os enólogos fazem as seguintes distinções:

1. " Vin perlant" : vinho levemente efervescente ou frisante, obtido normalmente depois de uma fermentação "sur lies" (borras mortas deixadas no tanque de aço inoxidável ou no barril de carvalho). Pode ser encontrado nos vinhos como Muscadet, Gaillac, vinho da Savoie, Vinhos verdes no Portugal, etc.

2. " vin pétillant" : vinho efervescente com mais teor de dióxido de carbono, deixando uma sensação de perlagem maior e mais longo na boca. Pode ser encontrado nos vinhos como o Prosecco italiano, Lambrusco, Sekt alemão. São elaborados com o método Charmat ou tanque fechado. A pressão fica entre 1 a 2,5 bars

3. "vin mousseux" : Essa categoria engloba os vinhos efervescentes acima de 3 bars de pressão. Os mais famosos são os Champagnes (6 bars de pressão) e os Crémants (3 bars de pressão). Os dois passam por duas fermentações alcoólicas. A primeira num tanque de aço inoxidável ou em barris de carvalho, e a segunda na própria garrafa. Essa segunda fermentação alcoólica na garrafa - quem permite a fabricação da efervescência - chama-se "prise de mousse". Essa dupla fermentação constitui o método tradicional ou champenoise.

Enfim, esses vinhos se classificam em função do teor em açúcar:

- Brut nature (nenhum açúcar)

- Extra-Brut (ate 6 g de açúcar por litro)

- Brut ( ate 15 g)

- Extra-sec (de 12 g a 20 g)

- Sec ( de 17 g a 35 g)

- Demi-sec ( de 33 g a 50 g)

- Doux ( acima de 50 g)

Não podemos é claro deixar de citar que atualmente vamos encontrar espumantes de excelente qualidade em diversos cantos do planeta inclusive no Brasil! Na seção Nossa Adega você irá encontrar centenas de opções! Portanto, somente nos resta desejar um final de ano com muitas borbulhas...

Fonte: Oliver  - Sommelier da Importadora La Cave Jado

 

Segunda-feira, 06 de Setembro de 2010

O que é um vinho Kosher?

Atento às comemorações pela passagem do Ano Novo Judaico (Rosh Hashaná), o site Sampa Vinhos apresenta curiosidades sobre o vinho kosher.

Kosher em Hebraico significa apto, designa alimentos nos quais os ingredientes e o preparo cumprem as leis dietéticas judaicas.

Os judeus produziam vinho desde os tempos pré-Bíblicos. Chegaram, na Antiguidade, a exportar vinho para o Egito e para várias cidades do império romano

Mas os significados são outros. No cristão, o corpo e o sangue de Cristo, representados pelo pão e pelo vinho, remetem à salvação do espírito e à vida eterna. No judaico, o pão é o sem levedo, o matzo, servido para lembrar a pressa com que os hebreus tiveram que preparar o seu êxodo do Egito. E quatro taças de vinho são obrigatoriamente bebidas, cada uma simbolizando uma ação relativa à redenção do povo de Israel. São bebidas em períodos distintos da ceia do Pessach. E a cada taça é feita uma benção, o "kiddush", "santificação".
Mas o que vem a ser vinho kosher?

Kosher quer dizer "apropriado", o que segue as leis dietéticas judaicas, o "kashrut".
O vinho kosher começa no vinhedo com o "orlah" - a proibição de usar os frutos nos primeiros três anos de plantio. Apenas a partir do quarto ano é que poderão colher e prensar as uvas. É o que também acontece num vinhedo novo administrado por não-judeus, que só começa a produzir mesmo a partir do quarto ano do primeiro plantio.

Todas as substâncias utilizadas no processo, como levedos, sulfitos, ácido tartárico serão obrigatoriamente kosher. Se esse vinho for manipulado e bebido por judeus, ele não será fervido. Caso haja a possibilidade de um não judeu tocar na garrafa (um garçom, num restaurante, por exemplo), a fervura se impõe - mas apenas durante 22 segundo numa temperatura de 87 graus. Não perderá suas qualidades.

No site www.sampavinhos.com.br  basta escrever a palavra Kosher para saber onde comprar vinhos kosher mais próximo de você.

Fontes: Blog da Sonia Melier,  Albee, ABS-SP, publicações diversas


 

Quarta-feira, 02 de Junho de 2010

Conhecendo os vinhos da África do Sul.

O site Sampa Vinhos aproveita o contexto da Copa do Mundo para desvendar os rótulos dos vinhos Sul Africanos.

Embora os vinhos da África do Sul tenham sido descobertos pelo consumidor internacional a pouco mais de 20 anos, a verdade é que o país possui uma tradição de mais de 350 anos na produção de vinhos. As principais regiões dedicadas ao cultivo e tratamento da uva situam-se na parte sudoeste do país conhecida como Região Vinícola do Cabo.

Apesar da variedade de castas duas se destacam: PINOTAGE e CHENIN BLANC.

A Pinotage é uma invenção sul-africana. Cepa criada a partir das castas Pinot Noir e Cinsaut, pelo Prof Abraham Perold, na Universidade de Stellenbosch em 1925.

O sistema de rotulagem da África do Sul, Wine of Origin (WO) deu garantias relativa à casta e safra (ambas devem ter no mínimo 85% do indicado no rótulo) e a origem (as uvas devem ser 100% do lugar de origem indicado). As áreas de origem possíveis em um rótulo dividem-se em três níveis:

REGIÕES: São as maiores unidades de terrenos para viticultura. Todas as regiões tem distritos e/ou zonas, mas nem todos limitados a uma região, ou seja pode existir uma zona  que faça parte de duas regiões.

DISTRITOS: São delimitados principalmente em função de fronteiras geopolíticas. Entre os mais conhecidos estão Stellenbosch, Paarl e Swartaland (Região Vinícola do Cabo).

ZONAS: Pequenas áreas determinadas de acordo com o terroir. As zonas inseridas em distritos incluem Elgin e Walker Bay, em Overberg.

O certificado final WO (selo nas garrafas) só é expedido depois de análises e degustações oficiais.

 

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Conhecendo os Vinhos do Porto

Existem muitos estilos de Porto, diversificados pela fonte e qualidade dos vinhos e pela maneira como são envelhecidos. As classificações são as seguintes:

Ruby: o Porto de estilo mais jovial, podendo ser por vezes bastante Rustico e alcoólico. É um corte de diversas safras envelhecidas por 2 ou 3 anos antes de ser engarrafado. Os rubies feitos com cepas Premium recebem a denominação de reserva e envelhecem de 3 a 5 anos. São mais suaves e tem maior concentração de sabor.

Tawny: Teoricamente é envelhecido por mais tempo queo o ruby. Os tawnies mais baratos, porem, tem a mesma idade dos rubies básicos. Os tawnies envelhecidos normalmente vem com a indicação no rótulo (10, 20, 30, 40 anos) são os melhores, ganhando aveludada complexidade após o longo envelhecimento em tonéis.

Vintage: é o melhor vinho de 1 única boa colheita, envelhecido em madeira por 2 ou 3 anos antes de  ser engarrafado sem filtragem seguida na garrafa por 20 anos ou mais, formando sedimentos ou crust. Os portos vintage devem ser decantados antes de servidos. Somente  recebem a denominação vintage os portos dos melhores anos.

LBV - Late Bottled Vintage:  Vinhos de 1 único ano ou colheita produzidos em volumes muito maiores que os vintages e envelhecidos por 4 a  6 anos em madeira antes do engarrafamento. Com mais profundidade e concentração que um ruby reserva, e ao contrário do porto vintage é filtrado e engarrafado pronto para consumo.

Colheita: Vinho de uma só vindima, é envelhecido em madeira por no mínimo 7 anos, algumas colheitas ficam 30 anos ou mais em madeira, adquirindo muito mais qualidade.

Porto Branco: Feito com cepas brancas locais (principalmente viosinho, rabigato, malvasia fina, codega, gouveio, moscatel, arinto, Fernão pires, folgasão e donzelinho), em geral meio seco e bebido como aperitivo.  ( a dica é porto branco, água Tonica, e uma casca  de limão e gelo)


Fonte: Vinhos de Todo o Mundo - Ed. Zahar

Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Conhecendo os Vinhos Alemães

Para um "não iniciado", há poucas coisas mais enigmáticas do que um rótulo de vinho alemão. Para ajuda-lo a desvendar estes segredos aqui vão algumas dicas:

Classificação do Vinho Alemão:

Qualitatswein mit Pradikat (Qmp):Vinho de qualidade com características especiais. É a classificação mais alta. Para obter esse status as uvas devem atingir um nível de amadurecimento mínimo que pode variar para cada região. A chaptalização (adição de açucar durante fermentação para aumentar o nível de álcool) não é permitida nestes vinhos.

Kabinnett: Exceto se rotulado como trocken ou halbtrocken, esse vinho será meio seco

Spatlese: Vinho de colheita tardia, normalmente de estilo médio a meio-doce

Auslese: Vinho médio a doce no qual algumas uvas podem ter sido afetadas por botritis.

Beerenauslese (BA): Vinho doce no qual muitas uvas foram afetadas por botritis.

Eiswein: Vinho intensamente doce feito de uvas que congelaram naturalmente na vinha.

Trockenbeerenauslese (TBA): Vinho intensamente doce feito apenas com uvas afetadas por botritis. Não confunda com trocken que significa seco.

Qualitatsswein bestimmter anbaugebiet (QbA):  Segundo nível de classificação de vinhos de qualidade feitos em região demarcada. A chaptalização é permitida.

Landewein: Equivalente ao vin de pays frances, um vinho que pode proceder de qualquer das 17 areas designadas existentes.

Deutsche Tafelwein: Categoria para vinhos de mesa feitos exclusivamente na Alemanha.

Desejamos boas descobertas, porém não esqueça beber sempre com moderação!

 

Fonte: Vinhos do Mundo Todo - Ed. ZAHAR