Quarta-feira, 02 de Junho de 2010
Conhecendo os vinhos da África do Sul.
O site Sampa Vinhos aproveita o contexto da Copa do Mundo para desvendar os rótulos dos vinhos Sul Africanos.
Embora os vinhos da África do Sul tenham sido descobertos pelo consumidor internacional a pouco mais de 20 anos, a verdade é que o país possui uma tradição de mais de 350 anos na produção de vinhos. As principais regiões dedicadas ao cultivo e tratamento da uva situam-se na parte sudoeste do país conhecida como Região Vinícola do Cabo.
Apesar da variedade de castas duas se destacam: PINOTAGE e CHENIN BLANC.
A Pinotage é uma invenção sul-africana. Cepa criada a partir das castas Pinot Noir e Cinsaut, pelo Prof Abraham Perold, na Universidade de Stellenbosch em 1925.
O sistema de rotulagem da África do Sul, Wine of Origin (WO) deu garantias relativa à casta e safra (ambas devem ter no mínimo 85% do indicado no rótulo) e a origem (as uvas devem ser 100% do lugar de origem indicado). As áreas de origem possíveis em um rótulo dividem-se em três níveis:
REGIÕES: São as maiores unidades de terrenos para viticultura. Todas as regiões tem distritos e/ou zonas, mas nem todos limitados a uma região, ou seja pode existir uma zona que faça parte de duas regiões.
DISTRITOS: São delimitados principalmente em função de fronteiras geopolíticas. Entre os mais conhecidos estão Stellenbosch, Paarl e Swartaland (Região Vinícola do Cabo).
ZONAS: Pequenas áreas determinadas de acordo com o terroir. As zonas inseridas em distritos incluem Elgin e Walker Bay, em Overberg.
O certificado final WO (selo nas garrafas) só é expedido depois de análises e degustações oficiais.
Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Conhecendo os Vinhos do Porto
Existem muitos estilos de Porto, diversificados pela fonte e qualidade dos vinhos e pela maneira como são envelhecidos. As classificações são as seguintes:
Ruby: o Porto de estilo mais jovial, podendo ser por vezes bastante Rustico e alcoólico. É um corte de diversas safras envelhecidas por 2 ou 3 anos antes de ser engarrafado. Os rubies feitos com cepas Premium recebem a denominação de reserva e envelhecem de 3 a 5 anos. São mais suaves e tem maior concentração de sabor.
Tawny: Teoricamente é envelhecido por mais tempo queo o ruby. Os tawnies mais baratos, porem, tem a mesma idade dos rubies básicos. Os tawnies envelhecidos normalmente vem com a indicação no rótulo (10, 20, 30, 40 anos) são os melhores, ganhando aveludada complexidade após o longo envelhecimento em tonéis.
Vintage: é o melhor vinho de 1 única boa colheita, envelhecido em madeira por 2 ou 3 anos antes de ser engarrafado sem filtragem seguida na garrafa por 20 anos ou mais, formando sedimentos ou crust. Os portos vintage devem ser decantados antes de servidos. Somente recebem a denominação vintage os portos dos melhores anos.
LBV - Late Bottled Vintage: Vinhos de 1 único ano ou colheita produzidos em volumes muito maiores que os vintages e envelhecidos por 4 a 6 anos em madeira antes do engarrafamento. Com mais profundidade e concentração que um ruby reserva, e ao contrário do porto vintage é filtrado e engarrafado pronto para consumo.
Colheita: Vinho de uma só vindima, é envelhecido em madeira por no mínimo 7 anos, algumas colheitas ficam 30 anos ou mais em madeira, adquirindo muito mais qualidade.
Porto Branco: Feito com cepas brancas locais (principalmente viosinho, rabigato, malvasia fina, codega, gouveio, moscatel, arinto, Fernão pires, folgasão e donzelinho), em geral meio seco e bebido como aperitivo. ( a dica é porto branco, água Tonica, e uma casca de limão e gelo)
Fonte: Vinhos de Todo o Mundo - Ed. Zahar
Domingo, 10 de Janeiro de 2010
Conhecendo os Vinhos Alemães
Para um "não iniciado", há poucas coisas mais enigmáticas do que um rótulo de vinho alemão. Para ajuda-lo a desvendar estes segredos aqui vão algumas dicas:
Classificação do Vinho Alemão:
Qualitatswein mit Pradikat (Qmp):Vinho de qualidade com características especiais. É a classificação mais alta. Para obter esse status as uvas devem atingir um nível de amadurecimento mínimo que pode variar para cada região. A chaptalização (adição de açucar durante fermentação para aumentar o nível de álcool) não é permitida nestes vinhos.
Kabinnett: Exceto se rotulado como trocken ou halbtrocken, esse vinho será meio seco
Spatlese: Vinho de colheita tardia, normalmente de estilo médio a meio-doce
Auslese: Vinho médio a doce no qual algumas uvas podem ter sido afetadas por botritis.
Beerenauslese (BA): Vinho doce no qual muitas uvas foram afetadas por botritis.
Eiswein: Vinho intensamente doce feito de uvas que congelaram naturalmente na vinha.
Trockenbeerenauslese (TBA): Vinho intensamente doce feito apenas com uvas afetadas por botritis. Não confunda com trocken que significa seco.
Qualitatsswein bestimmter anbaugebiet (QbA): Segundo nível de classificação de vinhos de qualidade feitos em região demarcada. A chaptalização é permitida.
Landewein: Equivalente ao vin de pays frances, um vinho que pode proceder de qualquer das 17 areas designadas existentes.
Deutsche Tafelwein: Categoria para vinhos de mesa feitos exclusivamente na Alemanha.
Desejamos boas descobertas, porém não esqueça beber sempre com moderação!
Fonte: Vinhos do Mundo Todo - Ed. ZAHAR
Terça-feira, 04 de Agosto de 2009
Conheça um pouco mais sobre o vinho Espanhol
Eis alguns termos que encontramos nos rótulos espanhóis e que muitas vezes causam confusão:
Crianza: geralmente usado nos tintos, significa que o vinho passou pelo menos 06 meses em carvalho e 18 meses em garrafa antes de ser posto a venda.
Reserva: significa pelo menos 12 meses em carvalho e 1 ano em garrafa.
Gran reserva: vinho que passou pelo menos 18 meses em carvalho e 5 anos em garrafa.
Vino jóven: vinho sem envelhecimento em carvalho ou com pouco tempo
Fonte: Vinhos do Mundo Todo - Ed. Zahar



